sábado, dezembro 03, 2011

Atualização da Vida │O Poder de Amar e seu Valor

Não é dificuldade para ninguém que me conhece e acompanha minha vida pelo menos um pouco, ou a uma distância segura (risos), perceber que estou apaixonado.
Mas antes de falar melhor sobre isso gostaria de trazer à memória, a minha memória alguns sentimentos que tive, decisões e por motivos que só a vida nos faz entender.
Falo do amor entre homem e mulher.
A primeira vez que realmente amei uma mulher, tive um filho com ela. Foi um amor que nasceu puro, forte e que se consolidou de forma potente dentro de mim. No entanto foi morto paulatinamente. Morto.
Amei como achei que jamais conseguiria amar e vivi experiências que me fizeram tão feliz.
Mas esse amor foi morto de tal forma, tão bem matado, que hoje não consigo me lembrar dessas coisas com ternura.
Só não me arrependo dele, porque nasceu meu filho, minha maior e melhor felicidade.
Depois disso, resolvi não amar mais, não acreditar nesse amor puro, no romantísmo, na devoção, na entrega...
Havia decidido que não construiria mais nada que envolvesse qualquer sonho romantico.
Porém a vida sempre me ensinou que a palavra "nunca" não deve ser pronunciada com propriedade, altivez, soberba.
Atualmente fui surpreendido com um sonho, um sentimento que surgiu sem eu querer. Fui surpreendido com o amor.
Um amor que é mais maduro, menos adolescente, mais paciente, complicado de lidar, mas gostoso de sentir.
Na boa, eu nem queria ter me apaixonado, "só estava gostando dela"... Quando percebi que estava amando novamente, me senti perdido, com medo de viver toda a decepção novamente.
É bem verdade que ainda tenho meus medos, mas quando estou realmente amando sou assim, venço meus medos e não temo dar a cara a tapa... Alguns me admiram por ter essa coragem, outros me condenam por parecer tão "bobão", mas eu não ligo, eu apenas amo.
No entanto meu maior medo, o que tenho mais dificuldade em lidar é o da decepção, não a minha.
Ainda há outra coisa que temo que é o de assustar. Ser tão intenso, tão dedicado e sempre tão direto, ao invés de aproximar pode afastar.

Sabem, um dos motivos que me fazem escrever é o de que só me sinto realmente confortável para falar sobre mim e meus "dilemas" atráves da escrita. Meu melhor psicológo é uma folha de papel em branco. Expande.

Esses dias, tenso por um mito específico, postei algo no facebook que não paro de ler, e quero deixar registrado aqui no blog.


"O amor por muitas vezes nos causa, ansiedade, preocupação e vontade de querer resolver tudo por você mesmo para os dois.
Mas, a paciência pode ser a resposta para praticamente todos os dilemas da vida e com o amor não é diferente.
Meu amor é forte, intenso e devotado. Não tem medo de se mostrar e avançar, ainda que seja pra dentro de si.
Quero meu amor concreto, palpápel, tangível...
Quero sorrir ao lembrar do sorriso, suspirar ao lembrar do beijo, enrijecer de lembrar do toque da sua pele na minha.
Quero te ver ao nascel do Sol, e contemplar contigo tal arrebol
Parafrasear sua voz, me perder do comprimento dos seus cabelos, sonhar com seu corpo.
E tudo isso de verdade, não mais em verso e prosa, papo vespertino ou matinal, quero você, meu amor.
Toda essa ansiedade e preocupação terão fim.
Obrigado por me fazer sentir. Obrigado por me permitir te amar"
O desejo do meu coração é ter acertado nesse amor, mas só o futuro me permitirá poder afirmar.
Tudo que sei hoje é que a amo pra valer e quero faze-la feliz, completa-la.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Colaboradores │Estréia │Divagações

Esses dias me lembrei de um certo dia, em que me perguntaram o por que de eu gostar de ler tanto. Essa é uma pergunta que sempre me intrigou porque, no meu mundo, todos possuem mil livros em casa e todos cultivam a leitura diária, mas não é assim. Quando deparada com uma pessoa que fazia uma pergunta a qual a resposta era simplesmente óbvia a ponto da questão me parecer idiota, eu me questionava e me intrigava. O tempo passou e eu entendi que nem todas as pessoas gostam disso. Mas a resposta que eu dei na época, foi simples. "Ah, sempre gostei". Não que eu tenha um intelecto culto, simplesmente admirável e incomum... apenas gosto de ler bastante. Hoje penso que eu poderia dar mil especificações do motivo. As palavras sempre tiveram grande influência a minha vida toda. Desde pequena, a fantasia me fascinava. Seja no primeito jogo que me encantou (Zelda - a link to the past e posteriormente Zelda - Ocarina of Time), desde meu primeiro livro, o qual eu realmente não me recordo. Daí eu passei a me inspirar e a escrever.

Minha primeira estória, era infantil, obviamente, e tratava-se de uma menina que trocava de lugar com uma estrela. Meu segundo feito, era baseado no mundo dos elfos e fadas. Uma mistura de inspirações que me ocorreram vindos do jogo Zelda, um livro esotérico da minha mãe, e minha própria imaginação. Também tive minha fase dark, inspirada em Anne Rice, a qual eu já devorava com meus 13 anos. Criei vampiros frios e impiedosos, e donzelas vítimas de seus encantos. Depois me veio a magia épica... A Idade Média romântica fantástica dominou minha cabeça, assim como as crônicas. Entrei em um mundo que parecia já ser meu a muito tempo. Criei cavaleiros, reis, damas, justas, sacerdotisas, algumas batalhas sangrentas, magia. Porém antes disso tudo, esqueci de citar, me veio as Fábulas de Esopo (talvez meu primeiro livro, não me recordo), que me embarcou em pequenas estórias e as lições que cada uma nos trazia.

Depois me veio o século XVIII. Toda a meticulosidade da sociedade europeia nessa época, também me encantou. Era o romance em sua forma mais pura, dramática, trágica e piegas, com Jane Austen, Charles Dickens e as irmãs Bronte. Um pouco de filosofia em forma de romance me trouxe Oscar Wilde, que me fez pular também para outros autores e O Médico e O Monstro me fascinou. Ao mesmo tempo, também me veio a aventura... conheci garimpeiros e seus fiéis cães com Jack London, e os aclamados romances policiais de Sir Doyle e Christie, e a atmosfera escura de Poe. A poesia também entrou em meu diversificado mundo com Byron, Shakespeare, Blake, Azevedo e alguns outros que eu considerava pequenos a comparar com estes.  Também me dei com relatos. O Diário de Zlata e Anne Frank foram os que mais me cativaram, além do ácido Hunter S. Thompson. Não posso especificar mais nada daqui, ou isso aqui viraria um grande texto maçante e entediante, mas o fato é... porque gosto tanto?

Seria meu refúgio, minha pressa e urgência de desligar-me um tanto do mundo real? Seria minha inspiração, motivação? Ou trata-se apenas de simples coisas como... se apaixonar perdidamente pelo cheiro das páginas de livros, velhos ou novos. O fato é que eu sempre estava lá, com um livro nas mãos, e quando eu cansava de ler, debruçava minha cabeça na página em que eu estava, olhando aquelas letras como se fossem a única coisa do mundo, e sentindo aquele cheiro bom, que me provoca uma nostalgia e uma sensação deliciosa sem igual. Aí tudo em volta parecia colaborar com a atmosfera do livro em que eu estava lendo.

Quando lia romance de cavalaria, tudo parecia estranhamente rústico e passado. O vento soprava mais fresco e o Sol me presenteava com seu fraco calor. Imaginava-me em diversos lugares. Ou quando lia um suspense, por exemplo, tudo parecia mais sombrio e curioso, atiçando-me a continuar. Não posso negar a minha paixão por pequenos efeitos singelos que isso pode me causar... sentir aquela textura em meus dedos, o papel, as letras, as palavras, a frase, os parágrafos e como tudo aquilo me preenche. Aí uma brisa sopra e tudo não pode ser mais perfeito.

Mas lógico, acordo. O mundo está cheio de desgraças e eu apenas preciso de alguns livros, algumas idéias minhas e escrever, pra ser otimista o bastante e acreditar, que talvez isso tudo aqui um dia possa mudar.

por: Morgana Oliveira

quinta-feira, novembro 24, 2011

Atualização da Vida │ Causos.


Recentemente aconteceu comigo uma dessas historias inusitadas, mas que por vezes acabam sendo rotineiras, ainda mais dentro da realidade do Rio de Janeiro.
Digo inusitada porque é o tipo de historia que a gente seleciona pra contar na mesa do bar, de uma forma cômica para os amigos rirem e se sentirem incitados a compartilhar algo parecido.

Fui parado por um PM.

Pronto já viu né? (risos)

Estou com minha habilitação vencida desde Janeiro (parte por falta de vergonha na cara e outra parte, a atual, por falta de grana), mas isso não tem me impedido de fazer pequenos e seguros trajetos de carro.
Nesse estado, fui fazer um favor para a empresa de realizar o serviço bancário pois o boy havia faltado. E, sem querer fugi da blitz. É sem querer.

Essa blitz é rotineira, mas costuma acontecer a pelo menos duzentos metros do local que aconteceu desta vez. Só que eu não vi que ela estava tão perto de mim, devido a grande quantidade de ônibus ao meu redor. Como a hora já era adiantada, resolvi cortar caminho para chegar logo na empresa. Resultado, o guarda me viu “fugindo” e me perseguiu.
Resumindo, o guarda estava fazendo corretamente o trabalho dele até achar cento e oitenta reais da empresa no meu bolso. Mesmo eu conversando da maneira certa, tendo como comprovar meus argumentos ele não quis ser “camarada” e me aliviar. Tive que apelar para meu tio, que resolveu tudo em dois minutos.

O ponto o qual quero abordar hoje é que hoje eu  acredito na polícia.

Há uns dez anos atrás eu tinha medo de andar nas ruas a noite e tinha terror de pensar em ser parado por qualquer viatura. Só ouvia histórias grotescas e das mais inimagináveis sobre a polícia do RJ, coisas de bandidinho sabe, policial se sujando por causa de um vale transporte!
Porém desse tempo pra cá a instituição tem sido moralizada, organizada e limpa. De certo de que ainda há policiais como o que me parou, que faz certo o seu trabalho até perceber a “oportunidade de ouro” de sacanear alguém.
Mas no geral tenho visto amor pela farda, comprometimento e trabalho honesto. Ressalto, não sou nenhum militante a favor, só decidi relatar o sentimento que tenho tido a partir dos fatos que tenho podido analisar.

Sei que ainda há os totalmente descrentes, mas eu procuro ser somente honesto.

Mesmo sob o subterfúgio de que como em toda profissão há os bons e maus profissionais, sabemos que em alguns casos o profissional deve ser exemplo do exemplo, e o policial é um desses casos!

Claro que não vou perder a oportunidade de falar que meus amigos policiais são tão certinhos que cantam o hino do estado e da PMERJ hasteando a bandeira no portão de casa. (risos)

Forte abraço!

sexta-feira, novembro 18, 2011

O Futuro e sua Expectação

Hoje em dia não é dificil falar sobre o futuro e suas respectivas expectativas. Há quase que um senso comum quanto ao futuro dos jovens de vinte e poucos.

Sempre pensamos no sucesso através da realização profissional, das conquistas materiais, plenitude no amor e o que "sobra", deverá ser preenchido com viagens e vislumbres que só a consequencia do sucesso nos trás.

Almejo sim o sucesso profissional e batalho por isso dia e noite. Mas quero colher disso tudo coisas mais simples. Jantar com amigos, "x-tudo" na esquina, parque com meu filho, um sorriso descomprometido na mesa do bar, cinema agarradinho, passear de mãos dadas na praça com quem amo.

Ou seja, tudo que já cansamos de ter nas nossas rotinas corridas e porque não dizer corriqueiras, é o que eu quero.

Não quero perder isso, não posso.

Nossa vida é única e o presente se passa a todo momento, e junto dele há sempre a expectativa do futuro melhor.

Então se há essa "expectação" porque elas necessariamente devem ser grandes?

Fica a pergunta: E possivel sonhar em ser grande, sendo "pequeno"?

sexta-feira, novembro 11, 2011

O Amor pela Escrita.

Certo de que a vida passa rápido e de todos os dogmas que nos alimentam rotineiramente e que por mais que sejam redundantes, são incontestáveis, eu escrevo.

Ainda não sei definir exatamente o porque ou os porquês, mas sei que gosto disso e isso me faz bem.
Antes escrevia poesias, depois aprendi a fazer poemas, me achava bom, mas hoje vejo que o bom foi não ter guardado comigo nada daquilo que era tão imaturo e expressava um amor tão juvenil que chegava a ser exasperadamente medíocre. Depois aprendi a escrever crônicas e historias bem elaboradas, mas sempre sem a paciência necessária para uma boa revisão ou para dar a extensão que minha mente gostaria de dar.  Adolescência ignóbil.

Logo, mais tarde aprendi que sempre sendo extremamente auto critico e dono de uma sensibilidade e teimosia ímpar, o que eu sabia fazer melhor era escrever sobre o comum, sobre mim e sobre a vida. No entanto, esse é um assunto tão repetitivamente novo que minhas possibilidades logo se esgotaram, ou talvez esgotarão. Quem saberá?

Em tudo isso sei que amo escrever, amo tentar brincar com as palavras, amo mostrar essa brincadeira, ser lido.

Todos que me conhecem reconhecem essa habilidade, não somente a de saber escrever, mas sim a habilidade de saber lidar com as palavras.

Acredito que por isso tantos presumem, ao me conhecer, que sou diferentemente inteligente, intelectual, cdf... Não passo de um cara normal que se preocupa em saber se expressar da forma correta.
Mas, vejo que essa preocupação é tão grande que por vezes se torna um defeito, como me lembraram ontem:

"[...]inúmeras vezes acho fácil demais dizer o que penso, e as coisas correm mal por isso." Kvothe

Mas quero me ater ao prazer de escrever, o prazer de tornar o intangível, tangível de certa forma. O prazer de trazer a mente do leitor, ainda que ausente, à nossa realidade, ao mundo que criamos seja de fantasia ou emoções, das situações que conseguem criar a empatia necessária para arrancar um largo sorriso, uma lágrima ou uma ponderação sensata.

Ainda sonho em lançar um livro-ainda-não-sei-de-que.

E pensar que há algum tempo eu não sentia mais esse gosto, ou estava me privando dele de alguma forma. E dois anjos me reestimularam.
Certa feita numa entrevista de emprego, me pediram para vender um produto e para minha sorte, sorteei o produto: livro.

Adorei aquilo! Eu vendi a fantasia, um novo mundo, possibilidades infinitas, fuga, realização, poder e glória. Claro que não passei na entrevista, afinal nos dias de hoje quem compra emoções?
Seria gostoso porém improvável que a vida me levasse a poder viver de fazer o que mais gosto, escrever.

Ontem, li uma crônica de uma amiga no Facebook, aquilo foi tão inspirador, quis ter escrito aquilo, claro a meu modo, mas quis mesmo de verdade. Talvez semana que vem eu me arrisque novamente numa crônica, ainda que seja por pura inveja, a boa inveja. (risos)

Não costumo citar diretamente pessoas nos meus textos, mas aqui quero citar em forma de agradecimento  três pessoas:

Gizelle,minha professora-crítica que com paciência sempre me lê.
Cathy, que com doçura e carinho de uma verdadeira amiga também esta presente me estimulando;
Morgana, conte comigo para compartilhar desse prazer inigualável e que seus textos não parem. Retome com firmeza.

E, só pra completar o ciclo, se me permitem, incluirei a Fernandinha que também me lê sempre que pode e esporadicamente se arrisca em algumas linhas publicamente.

Forte e sincero abraço,
Nelson

segunda-feira, novembro 07, 2011

Atualização da Vida │Ponderações

Há muito tempo eu tenho procurado dar novos rumos à minha vida. Na verdade todo ano penso assim, acho que todo anos todos nós pensamos assim, não é?

Até agora eu tenho conseguido fechar os anos que se passam com saldos positivos na balança. Aí eu me pergunto: O que seria esse saldo positivo?

Bem, vamos começar os trabalhos! =)

Anteontem eu conversava com meu amado primo, que agora iniciou um novo momento na sua vida profissional e mudou seu projeto de vida. Recentemente ele se converteu ao protestantismo e por coincidência (ou não) ele está na mesma igreja na qual congreguei por quase dez anos. E, em nossa conversa ele veio com todo aquele papo de "planos de Deus", "prosperidade", "promessas", e todo mais esse etecétera que os "crentes" bem conhecem.

Cara, nada contra meu primo, mas me deu uma vontade de pregar contra ele!

O capitalismo do mundo já há tempos chegou dentro das igrejas e isso me enoja. Não vou ater muito a isso, mas apenas vou complementar sobre as coisas que escrevi recentemente.

Porque só conseguimos amarrar a ideia da felicidade e prosperidade com dinheiro no bolso?

Hoje depois que sai da casa do meu filho, vim conversando com Deus sobre isso: prosperidade.

Prosperidade para mim, não é ganhar quinze ou trinta mil reais, fazer viagens pelo mundo e não me preocupar com o que tiver de pagar no final do mês. Pra mim, ser próspero é saber que minha família tem saúde, que mesmo com as contas para pagar tenho um emprego, ainda que seja pra reclamar de ir trabalhar na segunda-feira, é ter momentos de qualidade com meu filho, poder abraçar meus amigos, saber que posso contar com eles e que eles saibam que podem contar comigo também.

Não me importo em ser executivo, funcionário público, empresário ou um sortudo ganhador de um grande premio ou herança, só me importo em fazer quem amo feliz e ser feliz com isso.

Talvez meu primo já seja extremamente próspero, mas ainda não o sabe.

Quem me conhece sabe o quão simples eu sou e como não preciso de tanta coisa assim para me sentir feliz e bem. Isso não quer dizer que eu não tenha minhas aspirações e ambições, no entanto não pautarei minha vida nisso, e sabem por quê? Porque na morte nada se leva.

Porém é difícil achar o contraponto exato, a medida certa. Mas por mais que os anos se renovem junto das promessas de mudanças, há uma que se mantém no meu coração já há algum tempo, que é:

"Heróis são reacionário e vilões são revolucionários" - Bruno Larrubia.

Desde que vi essa frase escrita no status do MSN do meu amigo Bruno anos atrás, não paro de me perguntar o que sou ou o que quero ser.

Na maioria das vezes, como atualmente, sou apenas reacionário. Um herói que tem vivido dia após dia, mês após mês, apenas reagindo a tudo que acontece a sua volta sem conseguir dar o ataque perfeito nos problemas que tem se apresentado.

Mas sempre me pergunto também: O que é preciso para ser um vilão, um revolucionário?
Na analogia é fácil ser remetido à ideia de mudar o mundo, transformar pessoas, mudar o curso das coisas. (Claro que no caso dos vilões a seu bel prazer e loucura. risos).

Voltando para a pergunta, o que precisamos para revolucionar nosso próprio "mundinho", nosso universo particular. O que para cada um de nós significa revolução? Até onde é bom revolucionar?

Eu ainda não descobri o que eu preciso, não sei nem por onde começar. Será que para me revolucionar eu preciso me mudar, alterar quem eu sou? Ou preciso simplesmente mudar minha maneira de ver o mundo, minha cosmo visão?

Tudo o que sei é que tenho mais perguntas do que respostas, e sei também que não gostei desse texto.

Um abraço,

segunda-feira, outubro 24, 2011

Sentimentos - 4ª Parte │ Orgulho

“Se há uma coisa que não tolero é a insensatez do orgulho obstinado" - Kvothe em "O Nome do Vento, A cronica do Matador do Rei

Assim que li essa frase parei de ler meu livro e apenas refleti.
Trata-se de uma afirmativa muito forte e também muito consistente.
No contexto apresentado o personagem discutia sobre como é difícil lidar com um ego orgulhoso e altivo...

Ponderei sobre isso.

Muitas vezes o orgulho pode até ser um sentimento bom e motivador, pode gerar dentro de nós a energia correta para lutarmos pelos nossos objetivos. No entanto isso deve ocorrer na medida correta.
Mas qual seria essa medida, os limites são imperceptíveis para o coração humano? É impossível discernir.
No entanto o que me chamou mais a atenção foi o fato desse orgulho torpe, ser obstinado.

Uma das definições para obstinado é “relutante” ou seja, aquele que resisti.

Eu sou completamente à favor dessa vertente: “Se há uma coisa que não tolero é insensatez do orgulho obstinado”
Ou seja, não há limites morais para quem possui tal orgulho, não há valores ou pertinências, há somente a sua vontade a ser seguida e obedecida.

Para mim a insensatez beira a loucura. Ela não se satisfaz e muito menos regra pelo respeito alheio.

Sempre fui um cara muito orgulhoso, mas nunca fui obstinado ou sequer insensato. Talvez, não... é, certamente, nunca fui orgulhoso, me desminto.
Não sou de guardar rancores e raiva, muito menos de “vingancinhas” e tais futilidades. Claro, já tive meus maus momentos.

Recentemente me senti injustiçado, sabe, mesmo eu usando o máximo de empatia me senti injustiçado. Orgulho ferido. Fui capaz de perdoar algo à principio irremediável e quando mais precisei de uma recíproca, não a tive. Mas será mesmo que não tive essa recíproca? Talvez tenha sido só meu orgulho ferido, querendo obstinar-se.

Não perdoo ninguém esperando que me perdoem de volta, não sou “bom” para os outros esperando que se ajoelhem perante minha misericordiosa bondade... Mas quem nunca se sentiu assim, quando a bola bateu e voltou?

Obrigado Deus por não ter um coração orgulhoso e obstinado, obrigado porque minha obstinação se concentra na minha paixão, na minha capacidade de amar. Obstinação essa que gera perseverança e um sentimento de “não-desistência”.

Não tolerarei mais essa insensatez que me fere e que por amor ao próximo me diminui em grau e não me acrescenta no caráter. Não deixarei mais que os orgulhos obstinados treinem sua inconsequência comigo.
Chegou a hora de agir como numa sábia observância de um amigo mais chegado que irmão, que diz que heróis são reacionários e os vilões, ah sim, eles sim são revolucionários..

Mas isso, isso é papo para outro texto.

Me desculpem as poucas palavras.

terça-feira, outubro 18, 2011

Atualização da Vida │ Frustrações.

Tenho conversado muito com uma pessoa sobre a minha vida e tudo que nela tem ocorrido. Já em alguns textos antigos tenho falado sobre os diversos problemas que tenho enfrentado e da onda de decisões sérias que preciso tomar para que eu possa nortear o meu rumo novamente.
Por um tempo, eu que sempre fui metódico, estrategista e planejador, decidi viver sem tantos planos e sem tantas preocupações com os detalhes que me cercam. Deixei simplesmente a vida acontecer e tentando não perder o controle.

Mas perdi.

Estou totalmente frustrado com meu trabalho, minha vida financeira esta uma bagunça e meu coração  tem doído de tanto amar. Sabem nem tudo nesse bolo é ruim, pois amar para mim é ótimo, me faz sentir renovado e feliz.
Sou um cara essencialmente apaixonado, amo estar apaixonado, amo me permitir amar alguém. Porém tudo aconteceu como uma avalanche dentro de mim, não esperava que fosse gostar tanto assim dela. E, esses amores são perigosos.

Meu trabalho, mesmo eu amando a empresa e as pessoas do local onde trabalho, me sinto impotente de apenas receber “tapinhas nas costas” e nunca ver uma oportunidade de crescimento surgir. Enfim, estou tão chateado que não consigo nem escrever muito sobre isso.
Por consequência de uma série de fatos que não pude controlar minhas finanças também deram um nó! Mas quem hoje não se encontra enrolado? =)

Enfim, por mais que eu saiba que as coisas irão se resolver, que com o tempo, paciência e atitudes corretas tudo se consertará paulatinamente, é difícil lidar com toda essa pressão.
Há pouco uma pessoa muito querida para mim, escreveu que tenho a vontade da opinião alheia, que faço enquetes sobre minha vida, ou seja que gosto de me colocar em evidencia, me expondo para que todos opinem, e de certa forma buscando aprovação para meus próprios martírios. Será?

Não, tenho a certeza de que não. Sou alguém vivo, apaixonado  e pensador. O mote do meu blog é uma verdade para mim, e não somente uma frase bonita que me preocupei em inventar para nortear meus assuntos... Acho mesmo que nossas historias são relativas ao tamanho dos nossos sentimentos e gosto de “me compartilhar”, provocar a empatia...
De certo que há momentos em que nossa vida não pode ser um livro tão aberto, pois podem acabar nos arrancando algumas páginas, e isso com certeza doerá.

Já falando do meu amor, tenho amado com a mesma intensidade que tenho medo de me machucar, porém mesmo assim decidi amar. Coisas sérias já nos aconteceram nesse tempo e algumas ainda gerarão decisões mais sérias ainda.
Não tenho medo de amá-la e muito menos de me doar, muito mais do que ser feliz, quero faze-la feliz. Já não fui feliz no meu casamento e depois dele não tive boas experiências com o que havia me tornado. Então hoje eu decidi largar o jogo, a dissimulação, a cafajestagem, a politicagem...
Em alguns momentos me pergunto se ela esta pronta para tamanho sentimento, para alguém que quer se entregar assim, para alguém que já a ama. Tenho a sensação que a amando desse jeito vou afasta-la de mim. Sei lá talvez não seja o momento dela, mas esta sendo o meu. =)

Nem sei porque coloquei o titulo dessa atualização como “frustrações”... talvez elas ainda não tenham ocorrido de fato, talvez seja somente o meu medo de que elas de fato ocorram. Medo de me sentir novamente sem chão.

Domingo eu senti algo que nunca mais quero sentir na minha vida. Estava com meu coração tão angustiado que quis ficar totalmente sozinho, nem pegar meu filho me deu vontade. Nunca mais quero sentir isso, nunca mais. Porém passar o dia com ele, na verdade foi só ver aquele sorriso cheio de dentes que tudo passou, éramos só eu e ele, só o nosso abraço. Te amo demais filho.

Enfim, quis falar de tantas coisas de formas diferentes das quais escrevi, mas não vou ficar apagando e refazendo nada, pois quero registrar o que sinto sem pensar no leitor-ausente... Lembram-se do texto sobre o egoísmo, então...

A quem interessar,
Nelson.

quinta-feira, outubro 13, 2011

Sentimentos - 3ª Parte │ Felicidade


Hoje volto para abordar um sentimento do qual já investi algumas horas ponderando sobre, e inclusive já postei alguns textos no blog também.
O leitor-ausente que já teve o trabalho de ler um pouco mais dos meus textos, ou que simplesmente me conhece, sabe que tenho uma visão muito simples sobre a felicidade. Sabe que a felicidade para mim não é puramente baseada no senso comum de que ela se encontra nas pequenas atitudes, nisso ou naquilo...

Eu não vou de encontro ao senso comum, partilho dele, e na verdade uso ele como base para viver a minha própria felicidade, que transcende tudo o que é de fácil entendimento, ou diria eu, transcende o entendimento humano? Prepotência? Não certamente não.

Felicidade para mim é uma mistura do que é nossa vida. Tudo influencia na forma como posso ser feliz, minhas crenças, meus amores, minhas conquistas, derrotas, ansiedades e satisfações.

“Nossos pequenos momentos” alguém já me disse...

Estou vivendo uma época muito feliz na minha vida! De certo também se trata de uma época de muitas dificuldades e intempéries, mas concomitantemente à isso, meu coração é só alegria.
Costumo muito falar sobre as “coisas vãs”, de como uma cerveja com os amigos, um papo furado na faculdade, passar o dia na casa do meu irmão, curtir as compras de roupas da minha sobrinha, ver o sorriso de alguém, melhor, lembrar-se do sorriso de alguém.. . Sabem, coisas que parecem vãs, que são tão corriqueiras e triviais, mas que me enchem de uma alegria tão absurda.... Ah e quando estou com meu filho, cada segundo, cada momento, cada vez que escuto “Papaiê”, a mera expectativa de poder estar com ele me enche de uma alegria que é indescritível.

Felicidade para mim é igual a estar vivo, poder acordar e apreciar o dia que Deus fez para nós, independente de ser um dia de Sol ou Chuva, de estarmos com saúde ou não, com dinheiro ou não, mas estamos vivos! E, enquanto há vida há a esperança de se alcançar esses momentos felizes, ainda que sejam a lembrança daquilo que um dia se viveu.
Posso afirmar isso com a veemência de quem prega sobre seus ideais para multidões.

E, assim como nos textos anteriores, quero me encher ainda mais desses momentos de “coisas vãs”, pois quero ser sempre feliz.
Quem me conhece, sabe que não sou fútil e muito menos vazio, e afirmo isso pois para o leitor desavisado, pode parecer que quem gosta de coisas vãs, é tão “vazio” quanto elas.

Com certeza Maslow não tinha razão, pois pelo menos para mim todas as etapas não constituem nada sem que se tenha felicidade na base e no topo, visão romanceada? É quem sabe!

Desejo uma vida cheia de coisas vãs para todos!

segunda-feira, outubro 10, 2011

Sentimentos - 2ª Parte │ Humildade


“ Humildade é a base e o fundamento de todas as virtudes e sem ela não há nenhuma que o seja.” -  Miguel de Cervantes

É com essa poderosa frase que tentarei escrever hoje sobre a humildade. Não devo me alongar por demais, haja visto que tenho andado com minha mente tão cheia de coisas para resolver que não me sinto tão inspirado para destrinchar o assunto, mas, no entanto, tenho fome de arriscar algumas simples linhas.

Nunca tive nada além do que qualquer pessoa normal é capaz de ter, hoje é verdade que Deus me permitiu ter alguns benefícios à mais, mas no geral isso não me diferencia do todo. Sempre aprendi em casa o quanto a humildade deve ser valorizada e bem vista. Mas confesso que nos dias de hoje é difícil não somente definir a palavra assim como também é difícil encontrar quem o seja na essência.

Mesmo tendo aprendido a ser humilde de berço, até porque minha família sempre o foi de fato, sempre vi na minha mãe um orgulho além do que o ensinamento da humildade nos trás. Não falo de um orgulho altivo no sentido de sentir-se melhor do que outrem, mas sim uma altivez introspectiva. Não tem quando aprendemos a andar de bicicleta? Então, ficamos super orgulhosos e altivos ao falar: “eu sei andar de bicicleta”
Não porque sabemos mais do que nosso amigo ou porque somos melhores, mas sim, porque nos orgulhamos de nós mesmos, ficamos felizes com a conquista.

E é exatamente assim que aprendi a ser, gosto de falar sobre minhas conquistas, por menores que sejam para o resto do mundo, claro isso não me faz um chato egocêntrico ou muito menos um falso modesto.  O fato é que mesmo sendo tão pouco me sinto bem com isso. No entanto esse não é meu foco hoje, mas sim enfatizar que mesmo que eu conseguisse ser alguma coisa nessa vida, na verdade nada sou.

Quando trabalhei num projeto do Governo do Estado do RJ, num hospital estadual realmente aprendi o que é ser humilde. Isso não somente pelos exemplos de pessoas que beiram o simplório, mas também por aqueles que mesmo estando no mesmo barco, desconhecem o sentido da palavra, humildade.

No geral, me considero alguém humilde, não sobrepujo ninguém, procuro ao máximo não subjugar, não julgo e estou sempre disposto a usar a empatia concomitantemente à tudo isso.

Humildade para mim é ser simples no falar, no ser, educado, gentil, honesto e ter caráter.
Não há como descordar de Cervantes! Sem Humildade, não há como chamar de “virtude” qualquer outra coisa.


Enfim, desculpem-me por essas poucas e às vezes “desconexas” ideias.

Um forte abraço.

terça-feira, outubro 04, 2011

Sentimentos - 1ª Parte │ Ansiedade

Não é a primeira vez que escrevo sobre ansiedade... rs talvez porque essencialmente eu seja uma pessoa ansiosa.
Uns dizem que é em decorrência da idade, outros falam que é culpa do formato de sociedade no qual vivemos, outros já me falam que a culpa é minha mesmo, e ainda há aqueles que acreditem que é herança genética, mas no fundo é tudo culpa minha mesmo. =)

Vivo ansioso por ter os problemas resolvidos e por poder conseguir conquistar tudo o que sonho o quanto antes.
Mas ultimamente tenho aprendido o quanto as palavras indiferença e longaminidade são aparentadas da senhorita ansiedade!

Pois é, sempre fui um cara paciente com as adversidades da vida e quase nunca perco a calma, apesar de ter um temperamento forte. As pessoas que me conhecem sabem disso, às vezes minha paciência beira a idiotice, segundo alguns mais focados em criticar... e de certo modo, não estão errados não. Já paguei muito de idiota por ser tão paciente.

E recentemente tenho aprendido a ser indiferente às minhas ansiedades, acho que por conta de certa maturidade que alcancei. Indiferente no sentido de saber mesclar a paciência com a indiferença...Não sei se estou sabendo me explicar, mas vamos lá.... =)

Atualmente, sempre que estou muito ansioso com alguma coisa que espero ou que esta por acontecer pratico isso. Se quero ligar não ligo, se quero comprar espero, se quero ir não vou. Pode parecer incoerente, mas pra mim além de um exercício é também uma estratégia.

Quero dizer que, quando percebo que ceder a ansiedade pode me gerar frutos ruins prefiro pensar estrategicamente, no entanto é difícil decidir pelo “certo” quando se tem um coração tão intenso e apaixonado como o meu. Se segurar e fingir que nada esta de diferente mesmo sabendo que seu coração está explodindo de vontades, saber esperar pelo telefonema certo, pela mensagem certa, pelo momento certo...
Administrar as questões da vida e tentar “manipular” as situações para que tudo possa convergir e interagir no tempo perfeito, no momento perfeito de matar a tal senhorita ansiedade.

E me refiro à ela como senhorita porque ela faz questão de nunca envelhecer no nosso coração, sempre a vemos como algo novo que nos impulsiona para atitudes desmedidas como as de um adolescente. Pra mim a ansiedade é irmã da paixão.
Até hoje não conheci um coração apaixonado que não seja ansioso...

É manter a calma e a paciência é e sempre será a chave para o sucesso para que um coração apaixonado consiga o que quer.

O difícil é lidar com o fracasso que transforma a ansiedade num ferimento latejante, é como se tivéssemos algo inacabado e que precisa receber um ponto final. É como olhar nos olhos de quem ama, e saber que não é amado, é duro, dói... Mas ao mesmo tempo nos faz feliz demais saber que é tão bom nutrir um sentimento que nos revigora a esperança.

É! A ansiedade me fez sentir isso, exatamente assim. Acho que principalmente porque além de ter um coração apaixonado, também sou obstinado! Desistir das minhas ansiedades nunca fez parte de mim. E olhem, tem mais, seriam ansiedades o que tenho, ou puros e simples desejos?

E agora?

Ansioso ou não, eu amo viver tudo isso.