quinta-feira, julho 19, 2012

Crônicas Normais │ Parte 02

Foi totalmente desinteressante caminhar pela casa a caminho da porta para a rua. Sentia-se ávido pela vida, mas não conseguia se regozijar por ela, com ela...

Tão novo e já morava só. Seus pais o sustentavam na cidade, para que ele pudesse estudar e se formar em quatro anos, e ele já nem se lembrava em que mais.

Ao cruzar o corredor que dava para a sala, passou pela entrada da cozinha e acabou pegando algo pra mordiscar na geladeira, afinal, seu estômago o estava castigando com uma dor pungente e interminável.

Passou pela porta... sua vontade de viver estava fervilhando, a forte e recém lembrança da vizinhança vista pela janela o estava impulsionando para querer viver pra fora, esquecendo de tudo o que atormentava.. Mas... É, sempre tem o porém.

E, foi passar pela porta e cruzar o quintal, receber os primeiros acenos, cumprimentos e acenos, que tudo se tornara cinza novamente. Nem chegou a morder o que havia separado para comer, simplesmente largou na primeira lixeira e caminhou. Caminhou pelo cinza dos seus olhos, ignorou as pessoas, mal viu as crianças, e as cores das roupas nos varais... Dessas ele nem mais se lembrava.

Ele fazia força pra se lembrar do motivo de tanta dor, de tantas dúvidas. Seus passos se multiplicavam e as perguntas que antes tinham respostas agora se tornavam motivo de novos questionamentos, sobre velhas coisas.

"Porque dói tanto, do que tanto duvido, porque a vida não parece mais ter graça? Porque..."

Andou por minutos a fio e a esmo, sem ao menos saber se ainda estava numa vizinhança conhecida. O Sol estava forte, mas ele, estava de casaco. Um moletom velho e surrado de algum personagem de desenho japonês que nem ele era mais capaz de reconhecer. E o calor, por mais que o incomodasse, parecia ser mais um motivo para andar com aquele moletom.

Parou.

Ele estava de frente a uma livraria, e ali estava um lugar que o fazia sentir bem. Ler era como se drogar pra ele. Era fugir da realidade sofrida e viver mil vidas em mil mundos. Era poder ser.

Quando se deu por conta já estava folheando um livro, que agora o tema ele já nem lembrava, pois foi naquele momento que algo mudou dentro do seu dia, da sua dor, do seu torpor...

Uma voz feminina, doce, fina e concentrada ecoava dentro dos seus pensamentos, enquanto ele viajava nas palavras do livro. Ela o sacudira pra ter atenção.

Não era bonita, talvez não nos padrões que se espera, era magra, rosto forte, olhos pretos penetrantes e vivos, cabelos também pretos, lábios brilhantes... E, novamente ele se perdera...

Seu coração bateu forte, as mãos suaram, chegou até a pensar em sexo.

Ela, só queria uma informação, e o confundira com um antigo funcionário. Decepção.

Saiu dali e parou na porta da livraria, olhava e observava o movimento da rua... Seu peito doía.

"Por que, por que, por que"

Era só o que lhe rondava a mente. Ele estava confuso. Ele estava... Já nem ele mesmo sabia.

Mas, ele decidiu que naquele dia, ele descobriria sua resposta. Decidiu que teria sua vida de volta. Decidiu que queria parar de sofrer sem nem mais se lembrar o por que.

Mesmo sem conseguir ver as cores da vida, mesmo com o pensamento nebuloso de tantas perguntas, mesmo com o corpo e a aparência em bagaços, ele tinha que ter as respostas.

Chegou até a pensar se as respostas seriam mesmo importantes... Talvez fosse melhor simplesmente arrumar  um motivo, como seria a moça da livraria... "Um amor para curar uma dor" - Talvez.

O certo, é que ele sabia dos seus limites, queria reagir mesmo sem saber como...

Então, leu:

"Uma vida não questionada, não merece ser vivida - Platão"

E tornou a caminhar.

Continua...


domingo, julho 08, 2012

Crônicas Normais │ Parte 01

Era tarde... ou seria manhã, madrugada? Já não se sabia mais.

As janelas fechadas, cortinas espessas, quarto bagunçado, computador ligado e a banda preferida tocando num volume quase inaudível. Apenas reconhecida com a atenção devida ao ambiente estático de melancolia e dor.

Ele estava simplesmente deitado no chão, no meio a bagunça de livros e papeis, suas anotações mais preciosas, seus pensamentos, todos ali espalhados. Na verdade tão embaralhados quanto seus pensamentos. Ele estava em torpor.

Aquele torpor mental de quem já pensou muito, sofreu muito, falou muito, e que se chega até a pensar se viveu muito. Olhos vidrados num poster, aliás, vários, pois todos eram colados no teto e não nas paredes do quarto, como seria comum.

É, mas ele nunca fora uma pessoa comum apesar de de seus poucos vinte e dois anos. Ainda era um adolescente, ou na verdade vivia como um? Sempre com seus pensamentos, introspectivo demais quando estava sozinho, suicidando seus paradigmas e sofrendo com a insatisfação real de não ter se descoberto.

Mas como? Quem pensaria que ele poderia sofrer tanto assim? Boa família, bons amigos... e quando estava com eles parecia ser alguém normal. Espirituoso, bem articulado, amigo... Mas se você tentasse reparar só um pouquinho nele, veria o tal torpor em seus olhos, veria que ele era vazio de emoções profundas, pensaria que tudo que ele faz é apenas para cumprir aquilo que se espera de um jovem em sua idade.

Mas, pra ele, vinha se tornando cada vez mais difícil viver dessa forma, ele tinha esses lapsos sabem... No fundo sabia que não deveria se entregar "ao-que-quer-que-fosse", talvez por isso ele tentasse parecer normal em sociedade.

E será que ele realmente tentava? Talvez não, pois na verdade ele se sentia completo, bem. Nem parecia que todas aquelas ponderações mórbidas rondavam e pairavam sobre seu consciente. Ele adorava a companhia dos amigos e familiares. Isso o fazia desligar de tanta profundidade na alma, era tão bom parecer raso, sutil.

Mas já era hora de se levantar, a barriga doía e a cabeça pesava, e ele nem sabia a quantas horas isso acontecia. Não sabia sequer se já haveria se passado um dia, ou dias... Ele só sabia que estava em torpor emocional, que seu espírito e alma andavam perturbadoramente amendrontados...

Levantou, um incomodo tremendo nos músculos e dores... foi até a janela e abriu de leve as cortinas. Mais dor. Era manhã. Provavelmente havia se passado mais um dia, ou exatamente um dia.

A manhã estava absurdamente linda, mesmo com os olhos doloridos ele decidiu contemplar o misto de cinza  urbano com as leves cores da vizinhança que o cercava. As roupas nos varais, animais nos quintais, crianças na rua enquanto os pais lavavam as calçadas ou carros.

Crianças tão alegres o quanto ele um dia já fora. Brincadeiras e correrias descomprometidas, sorrisos largos  e gritos gostosos de se ouvir. Já era final de semana e pela rotina, sábado.

Ele ficara três dias deitado, dormindo e acordando, acordado-dormindo...

Sem pensar, decidiu sair e andar, mas ao passar pelo espelho, grande mas escondido pela porta entreaberta do armário, se deu conta que ele estava um caco. Mas mesmo assim não se recompôs, apenas deu um jeito no cabelo, catou seu mp3 e saiu.

E deixou pra trás, ali no chão, todos os seus pensamentos e certezas, toda sua dor, mas não suas dúvidas.


Continua...




segunda-feira, julho 02, 2012

Atualização da Vida │ Colaboradores

Esses dias tive uma surpresa muito boa de uma ávida leitora. Que nas palavras dela, está adorando me conhecer ao me ler. =)


Menino bonito

Menino simpático,
olhar arguto,
temperamento arisco...
que se diz amante obstinado...
Quais mais surpresas
terei de você?

Além de saber que és um menino
surpreendentemente grande,
procurando a chave do seu coração
perdida sabe-se lá como e onde.

Aqui não cabem mais palavras,
além das de uma música
apreciada por mim,
Que diz : Menino bonito,menino bonito aiiii

domingo, julho 01, 2012

Atualização da Vida │ Foda-se

Ontem uma amiga publicou algo no facebook que me fez pensar. Aliás, me fez repensar e repensar também de forma escrita sobre algumas ponderações que eu já vinha fazendo e até mesmo pra "formalizar" algumas posturas que tenho tomado.

Ela postou algo sobre estar cansada emocionalmente, sobre estar estafada das pessoas e dos seus incessantes julgamentos fúteis. Cansada do esfriamento que é causado pelo distanciamento proposital.



Hoje a palavra de ordem nas redes sociais é o foda-se.

E é engraçado porque todo mundo está tão engajado com os problemas do planeta, dos maus tratos aos animais, alguns ainda militam sobre a solidez de um relacionamento amoroso ou exaltam o valor de uma boa amizade.
Mas todos esses, tem dito: Foda-se

Isso, exatamente essas seis letras tem causado esse cansaço emocional. Na verdade esse cansaço emocional só sente quem ainda se importa com o amor, com as amizades, com alguma coisa.

Eu respondi a postagem dessa amiga assim:

"...posso dizer que não são as pessoas ficando mais frias, é apenas o afastamento (decepcionante) daqueles de quem a gente não espera. Como ser traído saca? Você só sente porque ama, porque não espera, porque confia.
Também to passando por um certo cansaço emocional, seja na vida amorosa ou na vida fraternal.
Sem paciência pra correr atrás, se esforçar por quem não te valoriza, tentar consertar amizades que do seu lado nunca se quebraram..."

Sabe, acho que há mais de uma interpretação pro tal "foda-se" na primeira ele vira sinônimo de indiferença. Você não liga mais pra nada e só procura sorrir pra quem te faz sorrir. Tudo é descartável, basta parar de te dar prazer.

Já na segunda, acredito que o intento seja apenas procurar viver uma vida mais simples, sem se por em tantas intempéries em decorrência de problemas que poderiam ser minimizados.
É procurar a medida certa daquilo que realmente importa. Valorizar o que realmente se deve. Sem descartar, tentando consertar. Mas se a coisa não quiser ser consertada, paciência, ao menos se tentou.

Ultimamente tenho tanta coisa mais importante pra me preocupar que aprendi a ligar esse famoso botãozinho. Quero sempre poder praticar o segundo sentido dele. Sempre fui um homem íntegro, mesmo com meus erros.

Abrindo aqui um parêntese grande, vivi um exemplo de como a primeira interpretação da palavra pode ser mesquinha e manipulativa.

Fui vítima de uma tramóia pra me jogar contra uma amiga, que hoje tenho minhas dúvidas se realmente foi amiga um dia. (porque  pra mim, amigos sentam pra conversar e não saem acreditando em tudo que lhe chega aos ouvidos)

Acho isso até engraçado, porque as amigas em questão, sempre se amaram nos olhos e se odiaram de costas. Detalhe, eu quem sempre ouvi e registrei as criticas e mesmo assim nunca coloquei uma contra a outra. Aliás, sequer ficava instigando qualquer comentário.

Já até peguei as duas na mentira no começo... Não sei porque uma não queria que eu saísse com a outra, daí mentiu feio.. deu uma merda... (risos) Mesmo assim, nunca joguei essa mentira na cara dela... enfim.

Um dia ainda descubro porque a mente feminina é tão maquiavélica e passional (no sentido irracional).

Bem, o ponto é que só temos uma vida e ela passa rápido. Pra mim que sou pai, tenho duas vidas pra viver, e não quero ficar perdendo tempo com picuinhas.

Como eu dizia, também vivo esse tal cansaço, mas hoje me concentro em quem tem sido mais na minha vida. Na minha família, nos meus amigos que sei que amam tanto quanto os amo. Naqueles de quem não preciso ter meias palavras, que posso jogar os defeitos na cara de forma adulta e também abrir os ouvidos pras duras criticas.

Assim minha vida tem muito mais valia, mais sentido, mais rumo.

E pra manter o bom humor e a acidez: foda-se!

quarta-feira, junho 20, 2012

Atualização da Vida │ Trem da Meia-Noite

Não sei se conseguirei explicar bem minha intenção com esse texto. Às vezes, por mais que sejamos bons com as palavras, há momentos nos quais não conseguimos nos fazer entender com plenitude ainda que usássemos o desenho como ajuda...

Pois bem, ainda que possa parecer um texto "derrotista", não é. Nunca será! Por isso, me esforçarei para explanar bem as idéias.

Certa feita, um alguém muito cínico e dissimulado, me disse:

"Meu pai dizia que a oportunidade é como um trem que passa na estação. Se você não estiver pronto e no horário, ele passa e você fica."

Mesmo isso vindo de alguém com as "virtudes" citadas antes, é de extrema sabedoria e isso me faz pensar. Sempre.

Daí, pra completar, sempre que escuto a música "Trem da Meia-Noite" do Buddy Guy, fico pensativo sobre esse tema.

Sim, me ponho a pensar e ver tudo que ja aconteceu na minha vida. Das oportunidades que conquistei e das que perdi. E, por mais que por vezes a vida tente nos fazer pensar que o que perdemos, por algum motivo, poderia ser maior do que aquilo que conquistamos. Ela pode estar certa.

Pode, porque o SE é extremamente poderoso, é o que nos faz ponderar sempre, hesitar, é o que motiva o sentimento de dúvida.

E se...

No entanto, mesmo assim é impressionante como essa frase tem o poder de mexer comigo. A cada nova situação que vivo, me imagino como o personagem da música, parado na estação, esperando um trem que não virá.

É. Vou mais além do que a simples ilustração de perder um trem que passou ou de estar ali no horário que ele passará.
Sempre penso que na verdade ele, o trem, nunca existiu.

Sempre penso que somos nós quem fazemos nossas oportunidades, com trabalho, raça e determinação. Força de vontade e choro. Suor e sangue.

Claro, não posso ignorar o fator: Deus. Mas, não trabalhe não pra ver se alguma porta lhe abrirá.

Quando penso no meu futuro não vejo as oportunidades que podem me surgir, mas sim, as oportunidades que posso criar. Os caminhos que posso construir para conquistar aquilo que desejo.

Não há trem da meia-noite vindo pela linha. Não há trem da meia-noite.

Muitos podem me achar radical demais e até mesmo descordar. E todos tem sua razão. Mas, para mim, a verdade é essa.

Nunca fui o queridinho de ninguém e nunca tive ninguém que me abrisse portas. (exceto pela Moura, levando em conta a vida profissional)

Nunca tive sorte.

Ultimamente, eu até quis ter alguém que pudesse me oferecer atalhos ou ajudar a limpar o caminho. Engoli a vergonha e pedi, fiz e até me declarei.

Mas já aprendi que comigo, Deus não permite que as coisas sejam menos difíceis.

As oportunidades estão aí para serem vislumbradas e perseguidas, e eu, estou mais do que disposto a conquista-las.

A quem interessar, a letra da canção diz assim:

"Eu estava parado na estação
Dez para meia-noite na chuva
Eu estava cuidando da minha vida
Esperando pelo trem da meia-noite.

Ninguém à vista eu estava encarando meus sapatos
Peguei meu jornal para tentar encontrar algumas boas notícias
Cuidando da minha vida
Quando o bilheteiro chamou meu nome

Não há nenhum trem da meia-noite
Não há nenhum trem da meia-noite
Não há nenhum trem da meia-noite
Descendo pela linha."


Como me sinto bem ao ouvir essa música, por mais que o clima da letra seja bucólico.

Enfim, é isso. =)
obrigado aos meus leitores-presentes.

quinta-feira, junho 14, 2012

Atualização da Vida │ Mudança de Prisma

Como falei ontem, ou anteontem sei lá... rsrsrs, vou falar algumas coisas sobre meu novo emprego, na verdade sobre como a vida profissional e pessoal podem ser tão homogêneas.

Ainda estou longe daquilo que quero alcançar, mas com certeza já dei alguns passos significativos pra frente. Claro, como em tudo na vida, nem sempre a gente acerta, mas, entre uma assinatura e outra, vamos avançando.

Comecei ralando como todo mundo, em rede de fast food, depois em mercados, "bicos", pequenas empresas e grandes empresas, aprendi muito com amigos, fui promovido, tive chefes, tive "chefes", fui chefe, e de gente que tinha  idade pra ser meu pai, ou até mesmo tanto tempo de empresa o quanto eu tinha de vida...

Mas, em tudo isso, em todos esses anos, que já devem ser dez, o que mais fiz foi aprender, crescer, sugar tudo de bom que as empresas e pessoas tinham pra me passar. Claro, também tive a oportunidade de ensinar, mas insisto, o que mais fiz foi aprender.

Cresci, como profissional e como homem, e isso é inegável, pois assim como passamos um terço da nossa vida dormindo, passamos pelo menos outro terço trabalhando. E, é indiscutível que vamos nos moldando como pessoas nesses ambientes também.

Às vezes se passa tanto tempo num emprego que você é capaz de traçar um perfil comportamental dos funcionários de lá. Vi isso em alguns lugares, mas de forma mais intrínseca, no último emprego.

No entanto, mesmo também sendo moldado de forma pessoal por todos esses lugares, esse meu último emprego, o atual, me faz pensar sobre.

Lá, profissionalmente, não me adiciona em nada, tudo velho, fácil, sem desafios palpáveis, é apenas seguir a cartilha dos anos e ter disposição pra trabalhar que o sucesso será uma consequência mais óbvia do que descer pra baixo.

Sinceramente acredito que meu único desafio seja o "comportamental", afinal sofri desvio de função, e o que era pra ser um analista, virou um estoquista... até bronca da cozinheira eu to levando é mole! rsrsrs =) (mas isso tiramos de letra)

Mas, trabalhar lá, tem me ajudado como pessoa. Meu chefe, que fez entrevista comigo, pro mesmo cargo (é na verdade fiz entrevista pra supervisor e acabei como analista. Lá não havia controle de estoque), é um cara incrível, um amigo que gostaria de ter conhecido desde sempre.

Há também pessoas de outros setores, que me fazem sentir tão bem que parece até que nos conhecemos ha anos, e que já tivemos tantas conversas... O papo, a amizade simplesmente flui.

E com eles, tenho aprendido a ser uma pessoa melhor. De um jeito diferente com cada um, mas sempre aprendendo e crescendo. (e olha que só estou lá a uns 45 dias)

Não costumo citar nomes nos meus textos, mas quero deixar claro aqui meu carinho pela Rute, Elisama, Luiz, Sr. Luiz, Angélica...

Tem sido ótimo trabalhar com vocês, nossos papos, conselhos, idas ao Pub, risadas... Nos conhecemos a tão pouco tempo, mas já somos capazes de nos entender com simples trocas de olhares.

Nunca tinha acontecido isso comigo, me sentir tão amigo de "alguéns" tão rápido.

O que mais quero, nesse tempo que Deus me permitir ficar lá, é crescer mais como pessoa.
Até tive uma outra experiência que me fez crescer como pessoa, mas de forma diferente, que foi no Hospital. Lá aprendi a ser mais humano e menos indiferente.

Convivi com as piores dores do corpo e da alma, tentando lidar com a morte do outro... não querido por mim, mas querido... muitas vezes a pessoa mais importante na vida de quem esperava naqueles bancos, sozinho, no frio ou chuva.

Foi difícil.

Mas hoje, me sinto crescendo como pessoa. Me sinto aprendendo um pouquinho a cada dia com a historia de cada um, com os conselhos, com as brincadeiras... Não só cresço em humanidade, solidariedade, seriedade...

Na verdade é difícil explicar. E, mesmo que esse texto fique piegas, é verdadeiro. E se sendo verdadeiro, sou piegas... paciência. =)

Só espero não decepcionar vocês.

quarta-feira, junho 13, 2012

Atualização da Vida │ Boa noite

Nesse embalo de amor e dia dos namorados, eu que não ganhei presente, gostaria de dar algumas palavras sobre essa história de amar.

Tenho uma amiga, que diz que seu coração é cigano, é de amores, de momentos, de paixões... Eu particularmente não comungo dessa definição, mas em alguns momentos acho que chego perto.

E digo isso, pois conheço minha facilidade de amar, de saber investir quando consigo ver alguém que vale à pena. (Nem sempre acerto, é claro)
Meu coração as vezes me surpreende revivendo amores, sentimentos que parecem que ficam guardadinhos, só esperando serem despertos... ou "re-descobertos".

Meus leitores-ausentes sabem que eu já andei enamorado por uma amiga, por alguém que eu muito admiro, mas que sei (pelas pistas dela) que seremos só bons amigos. E quer saber, não me sinto mal com isso, pelo contrário, me sinto bem, pois adoro ter a amizade dela.

E, nas últimas semanas tenho ouvido bastante uma música que sinto traduzir as coisas que tenho sentido por ela, mesmo de longe.
Essa música é "Boa Noite" do Djavan, e vou destacar alguns trechos.

"Fiquei mudo ao lhe conhecer, o que vi foi demais, vazou por toda selva do meu ser, nada ficou intacto."

A conheci através de outra pessoa, com o intuito apenas de ser "presença" no grupo, e tive essa reação... Ela é encantadora, simpática, meiga, divertida, otimista... Conhece-la, transbordou em mim, pois sua lembrança sempre vem e vem.

"não existe amor sem medo"


Não tenho medo de amá-la, não tenho medo de ser correspondido, ou ainda, de não ser correspondido. Arriscaria completar a letra dizendo que "não existe vida sem amor e não existe amor sem medo".

"Quem não tem pra quem se dar, o dia é igual à noite"


"Na guerra ou no sossego sua beleza é o cais, e eu sou o homem que pode lhe dar, além de calor, fidelidade"


Nesse ponto eu gostaria de explanar outra ideia.

É óbvio que ser fiel é ponto de partida pra qualquer relacionamento. Mas olhem como a música consegue ser atual mesmo sendo já tão antiga.

Puts, não é nada subentendido hoje, nego trai a torto e a direito... Se bem que ainda existem aqueles que fingem ser normais, mas...
Claro que generalizar é sempre arriscado demais, mas o que quero dizer é que hoje as pessoas traem sem medo. Não me arriscaria a dizer que traem mais, mas sim, ratifico, sem medo.
E tenho certeza que você, leitor-ausente, já pode contar as pessoas que você conhece e que traem.

Mas o foco é que eu sou o homem que posso dar além de calor, fidelidade.

Enfim...

Voltando à minha definição... (risos)

Meu coração esta fechadinho, vivendo de sobre-salto no que diz respeito ao amor, à entrega. Mas a vida é cheia de boas surpresas.
E ter sido pego pelo sopé por esse sentimento que ressurgiu... ah... isso me revigorou. Ainda que eu não tenha muitas esperanças que ele frutifique a meu favor. ;)

E pro dia dos namorados que passou, estamos aqui, sozinho mas bem.


Falando em boas surpresas, quero ainda essa semana escrever sobre meu novo emprego!

Blah.... fui reler o texto e me perdi nas ideias... :P






segunda-feira, junho 11, 2012

Atualização da Vida │ Curto Desabafo

Normalmente as pessoas são rápidas demais para julgar e demasiadamente morosas para perdoar ou ainda para perceber seus erros. Ninguém foge disso.

Pra mim, o exercício diário é o da disciplina de entender que não devemos dar vazão à nossa ira. E isso não me faz uma pessoa melhor e nem pior, apenas alguém que procura a medida certa da raiva.


Já me julgaram como dono de muitas máscaras por agir assim. Não sou bonzinho, bom moço ou sequer irrepreensível. Sou normal.

Apesar de me preocupar com os julgamentos alheios, não rejo a minha vida em decorrência disso. Muitas vezes é apenas meu norte, ou melhor, meu termômetro.

A pouco tempo meu blog se transformou numa enxurrada de comentários, alguns bons e outros nem tanto.

Mas nem é por isso que escrevo tudo isso.

Escrevo porque mesmo estando com a vida certa, com meus projetos pessoais caminhando, com meu filho bem, empregado, cercado de bons amigos e com boas perspectivas à minha frente... Mesmo assim sinto a necessidade de sempre ponderar sobre minha vida, minhas atitudes, erros e acertos.

E nessa teimosia de viver a vida e uma vida bem vivida, mesmo estando com meu coração fechadinho, queria muito que alguém achasse novamente as chaves...

Queria, de verdade, que fosse você... mas você, logo você, duvido que me lerá.

A quem se dispuser a ler, desejo uma ótima semana! =)

quinta-feira, junho 07, 2012

Atualização da Vida │ Coração Fechado

Apesar de ser um cara tranquilo e dono de uma enorme paciência, ainda que por vezes não pareça, também sou um cara de pensamento rápido, olhar arguto e temperamento arisco.
Também sou assumidamente um amante obstinado que acredita no amor e em tudo que ele pode nos proporcionar.

Recentemente aqui no blog eu disse estar com meu coração tranquilo, aberto para se deixar apaixonar, amar novamente. Mas me arrependi.
Não, não que eu tenha vivido mais uma decepção. Já ha algum tempo eu decidi blindar meu coração, ou seja, diminuir (tentar controlar) expectativas, medir atitudes e ponderar bastante sobre o estudo dos próximos movimentos.

Mas mesmo assim, recentemente meu coração decidiu se incendiar sobre um antigo relacionamento. Um relacionamento que foi bom demais e que me arrependi de não ter levado adiante. Mas que entendo que na época eu não estava preparado, tinha acabado de me separar.

Decidi investir, me dedicar, tentar fazer dar certo, mas, entendam bem, eu quis recomeçar, re-conhecer. "Partir do zero".

Infelizmente não deu certo. Não sei se ela mentiu pra mim ou pra si mesma, mas o fato é que mesmo um tanto chateado, não me sinto magoado ou decepcionado. Tenho um carinho grande por ela, mas falei pra ela com todas as letras:

"Não sou homem de disputar mulher. De disputar um amor."

E não sou mesmo. Sou homem, sou competidor por natureza e adoro uma boa disputa. Desde que não seja por uma mulher.

Pra mim, no amor não há dúvidas. No amor só há decisão.

Se ela quer viver um "novo-amor-de-ontem", é direito, é certo, é envolvente, é quente, é apaixonadamente gostoso. Que viva e que dê os frutos que ela sempre quis.

Mas, mesmo continuando com meu coração tranquilo e calmo, isso me fez repensar sobre deixa-lo aberto.
Senti que esse tiro foi de raspão e, de forma alguma quero que ele pegue em cheio.

Continuo minha vida me dedicando ao meu filho e ao seu futuro. Curtindo minha família, meus amigos e meu trabalho.

E o coração?

Ah esse aí ta fechadinho.

A última que saiu, trancou e fechou a porta.

Se algum dia alguém conseguir achar novamente a chave e quiser abri-lo, será bem vinda ao entrar. :)


terça-feira, maio 29, 2012

Atualização da Vida │ Posicionamento

Alguns podem até achar bobeira o que vou escrever, sobre o que vou falar... Na verdade até acho que pode ter esse lado meio infantil de enxergar, mas, na verdade, é importante reconhecer certas coisas no sentido de ter o pleno entendimento do assunto.

Sou homem, e não digo isso somente para afirmar meu gênero, mas sim para trazer o entendimento que se faz necessário para entender todo o contexto e todo o peso que essa palavra trás. E, como tal, há expectativas a serem atendidas, principalmente as minhas.

Recentemente, em janeiro, tive que tomar uma atitude difícil, que envolveu todo a moldura em que minha vida estava. E, é engraçado como não me arrependo disso. Na verdade em certos aspectos, sim, arrependo-me.

Mas ressalto o quão importante foi pra mim manter minha posição, minha palavra. Um homem sem palavra não é nada. Já diz a Bíblia Sagrada que nossa palavra tem de ser "sim, sim e não, não", ou seja, Não se prostitua, sede reto nas palavras.

É claro que arrepender-se, ou precisar mudar sua palavra mediante a comprovação de um erro é, e sempre será normal. Honesto.

Quero na verdade é atentar para a maturidade que precisamos ter para encarar os problemas da vida, da sabedoria que precisamos buscar e por consequência, as atitudes certas nos perseguirão.

Estou lendo uma trilogia da qual tenho falado bastante e aprendido bastante com ela também, que diz que há um caminho chamado Lethani. No livro ela funciona como uma espécie de filosofia (remetendo a alguma filosofia oriental) que guia quem a segue.

Mesmo no livro ela é dificil de ser explicada ou exemplificada, mas vou tentar transmitir o que consegui entender, ilustrando assim o que quero dizer com esse texto. (risos)

Quem segue a Lethani faz o que é certo porque sabe o que é certo, ainda que para os outros possa parecer errado, amoral ou inconsequente. É seguir seu íntimo com naturalidade, trazendo à tona a normalidade da alma sem máscaras.

É se posicionar num caminho reto, sem tangentes, atalhos ou nuances, É simplesmente ser.

E é ser com base naquilo que é bom e do bem. Seguir a Lethani é ser quem você é e foi feito pra ser.

Não é fácil saber quando a atitude que tomamos é certa, muitas vezes só o tempo nos mostra se agimos certo ou errado. As vezes é preciso muito tempo.

Quem me conhece sabe minha opinião sobre a maturidade. Acho que ela é totalmente relativa, independe de idade e depende totalmente da situação. Claro que há um senso comum.
Mas o que quero dizer é que posso ser muito maduro com assuntos de trabalho por exemplo, mas totalmente imaturo no tratamento com meus amigos... Enfim, é relativo. E, por isso acho que estamos sempre em processo de amadurecimento.

Enfim, é importante sabermos nos posicionar, entendermos quem somos e o que queremos.
De tudo que temos o mais valioso é a nossa palavra, nosso caráter, nosso posicionamento é meramente reflexo disso.

ha ha ha ... na verdade queria escrever sobre outra coisa, mas acabou saindo isso...

Espero que possam me perdoar!

quinta-feira, maio 24, 2012

Atualização da Vida │Susto e Esclarecimentos

Resolvi escrever esse pequeno esclarecimento devido a "enxurrada" de comentários que recebi em minha postagem do "Coração Aberto"

Ainda não sei se realmente são mulheres ou algum amigo bem sacana aprontando comigo... (coisa que eu acho mais provável) Porém ainda assim, por acreditar na remota possibilidade de serem mulheres sinceras e verdadeiras, vou esclarecer alguns pontos.

Primeiro, sou cheio de defeitos! É vários deles alguns comuns a todos os homens e outros não. Quem conhece o blog a mais tempo e o lê a mais tempo sabe bem do que eu estou falando.

Segundo, meu coração não esta numa competição. Seria muito bom e legal conhecer pessoas novas (adoro isso) e a isso eu estou plenamente aberto. E, mesmo que eu tenha meus gostos, no que se refere ao tipo de mulher, vocês não são mercadorias...

Quem sou eu pra julgar uma gordinha, uma mãe, uma interesseira (entenda ter carro e dar presentes), uma branca, uma magra, uma negra, etc... Sou tão normal, as vezes me acho até feio. Aliás sou feio. Tenho barriga, não pego sol direito, preciso usar aparelho e não sou nada fotogênico... Então porque julgar só a capa dos outros?

Se vocês forem realmente reais, não se depreciem e não hajam como se fossem mercadorias ou candidatas a uma vaga de emprego.

Se vocês forem realmente reais e quiserem me conhecer, estou totalmente disponível para isso. Conhecer não dói e não custa. Agora me conhecer ja no sentido de "concorrer" a algo, por favor...

Agora, se for algum tipo de brincadeira, espero que você não seja desses amigos que não tem limites, pois se algum dia eu descobrir, nossa amizade não será mais a mesma.

mais uma vez obrigado meus leitores-ausentes.

segunda-feira, maio 21, 2012

Atualização da Vida │ Pensamentos Soltos


Hoje vim no ônibus de volta pra casa com um sentimento bucólico e um pensamento de melancolia...
Pra mim a melancolia não é necessariamente estar triste ou expressar tristeza, ainda que a palavra essencialmente diga isso, ou sobre isso.

Vim ouvindo meu sonzinho, fones no ouvido e pensamento longe, simplesmente deixando a paisagem passar, mudar e passar de novo, nesse ciclo incansável de uma repetição diferente.

Até que essa música tocou...

Meus pensamentos então ficaram difusos, embotados e ao mesmo tempo leves e suaves, foi como conseguir flutuar pela melodia e revirar emoções que trazem uma tênue linha de felicidade as nossas almas. Sentimentos que vem de lembranças tolas, sorrisos cúmplices e olhares nada argutos...

Mergulhei fundo na melodia e me deixei levar pela letra, conferindo a paisagem-ciclica e deixando que tudo ficasse à meia luz, cinzento, calmo, pasmaceiro...

Quatro minutos para mim, se tornaram o tempo de toda a viagem, pois diversas músicas tocaram depois, mas minha mente só conseguia se concentrar naquele bucolismo, naquela sensação.

Sabe quando pensamos em tudo e ao mesmo tempo não pensamos em nada? Quando todas as respostas para os nossos problemas vêm na mesma rapidez que conseguimos esquece-los?

Pois é, fez bem a minha alma essa volta pra casa... volta pra casa...

Me deu vontade de ver o sorriso do meu filho, de ouvir sua voz, de olhar nos seus olhos e ver a simples felicidade de rever a quem se ama incondicionalmente.

Fiz isso.

E agora aqui estou, já já saio pra correr e depois descansar, pois afinal, amanhã será um novo dia.

 

domingo, maio 20, 2012

Atualização da Vida │ Coração Aberto

Já tinha algum tempo que eu não escrevia diretamente sobre as coisas guardadas no meu coração no que diz respeito ao amor. Na verdade já tem tempo que não escrevo algo inteiramente dedicado à isso.

Essa semana fui agraciado por alguns comentários no blog, semana atípica (hehehe), haja visto que praticamente ninguém comenta meus pensamentos... Foi legal abrir o e-mail e ver comentários esperando para serem moderados. =)

Enfim, há alguns meses eu disse que estou com meu coração tranquilo. Minha última experiencia não foi muito legal, melhor dizendo, não terminou muito bem, mas foi intenso e gostoso enquanto "durou". Não me arrependo.

Depois, como bom amante-obstinado que sou, tive um pseudo-amor, quis investir em algo vazio e sem resposta... e no fundo sei que fiz isso só porque amo amar.

No entanto hoje me encontro com meu coração aberto além de tranquilo. Não to procurando paixões ou amores, só estou me dando a oportunidade de sentir o que tiver de sentir no tempo que for conveniente, ou não. (risos)

Sempre fui homem de muitas amigas e também a pouco tempo descobri minha fama de conquistador entre elas. Isso se dá pelo simples fato de eu ser educado, cortês e gentil. Não sou conquistador, só fui criado com os preceitos de que SEMPRE se deve agir assim com uma mulher. Só isso.

De certa forma tenho investido em algo legal, algo que sei lá, to deixando acontecer e estou vendo como se desenrola. Adoro essas ligações! (entendedores entenderão :P)

Enfim, tudo o que mais quero é poder me dedicar ao meu filho, minha faculdade e ao meu trabalho. Daí quando entrar um novo amor, reorganizo as prioridades. =)

Aproveitando pra falar de algo que foge um pouco do assunto, mas não da tangente, às vezes me sinto hostilizado por ser assim.. é assim, apaixonado e transparente. Será inveja ou violência gratuita?

Hahaha criado com vó!

Mas voltando ao cerne, estou assim, vendo no que dá!

Quero amar, amo amar, e quando essa nova pessoa aparecer, espero ser correspondido na mesma medida.    Sei que parece piegas ou até mesmo "fresco" demais, mas acredito que é o que todos esperam, seu contraponto.

Mais uma vez obrigado por me lerem meus leitores-ausentes.

quarta-feira, maio 16, 2012

Colaboradores │ Erro

Hoje conversando com uma amiga (muito querida) e com quem já tive um relacionamento de indas-e-vindas, fui surpreendido com esse texto.

Verdadeiro, sincero, apaixonado, revelador e quente. Do jeito que eu gosto. =) Amei ter conhecido esse lado dela, ela sintetizou o que vivemos como casal.





Erro

Tudo estaria bem se já não fosse o fato de estar escrevendo sobre algo que eu já sei que é um erro.
Nós.
Como assim?
Simples.
Estamos condenados.
Não damos certo juntos, mas ao mesmo tempo existe uma gravidade cruel que nos mantém sempre perto um do outro. Um desejo mórbido de esbarrar com o outro na esquina.
E pior: nós gostamos disso.
Piadinha sem-graça do destino.
A gente sabe q não serve pro outro, que vai dar tudo errado, que a gente não funciona nessa rotina sarcástica de casalzinho, no entanto quando nos encontramos somos transformados em reféns dessa química explosiva, e basta um toque para que a gente se entregue ao vício de degustar a essência do outro, se perdendo no calor do corpo e na perfeição do encaixe, como dois atores que encenam a mesma peça a anos. Nada de palavras, explicações, desculpas, só um roteiro conhecido, suas mãos me apertando e tirando toda a roupa do caminho, e eu fazendo o mesmo, até culminar com a sua língua quente dentro da minha boca enquanto você me invade.
Sexo urgente, espontâneo, visceral.
Sim, sentimos falta da voz, do cheiro, do calor do corpo, da simples presença pra poder ter com quem implicar, e quando nos encontramos, nos damos conta pela enésima vez do que já estamos cansados de saber: não dá certo.
Não podemos ficar juntos, pq o desejo sempre desanda pro conflito, todos dois pavio-curto, sabe como é, mais de 24h juntos é briga na certa, no entanto o encaixe dos corpos é perfeito, e a gente se devora sem pena. E sem remorso.
E mesmo assim não damos certo juntos.
Seu jeito de moleque me irrita e me faz pensar "porra, que que tô fazendo?" assim como eu sei que o meu jeito esnobe e aristocrata também te irrita.
Entao me explica porque eu te quero tanto. E eu vejo nos seus olhos a mesma maldição. E o mesmo desejo.
Por quê que ao fechar os olhos me pego pensando na gente, naquela cumplicidade besta e idiota de um sorriso, no calor molhado de um beijo que eu sei que não deveria dar nem desejar?
Mas que diabos!
Queria poder me livrar dessa dependência, me curar desse vício com algum remédio mágico, esquecer que você existe, ficar imune a essa química perversa, mas simplesmente não consigo. E não quero.
Como aquela afta que sara se você parar de passar a língua, mas não se consegue.
Eu quero você como o drogado deseja a droga, sabe que vai fazer mal, mas mesmo assim quer. Desesperadamente.
Sinceramente.
De corpo e alma.
Não sei como me livrar disso.
Não sei nem como terminar este texto.

domingo, maio 13, 2012

Atualização da Vida │ Pequenas Ponderações

Pois é meu leitor-ausente, e lá se vai quase um mês desde a última postagem... Praticamente nada mudou, mas ao mesmo tempo acredito que o que mudou foi somente o necessário.

A vida continua corrida, mas agora de volta ao trabalho. Um novo trabalho, novas perspectivas, novas pessoas, novas amizades e por conseguinte novos horizontes.

Sabem, já há algum tempo tenho pensado sobre as etapas da vida, das coisas que sonhamos, que algumas realizamos e outras não. Normal. Mas sabem, sobre isso quero explorar um pouco o tema "estabilidade" que hoje é quase sinônimo de concurso público.

Me agonia o fato de que a maioria das pessoas hoje só vêem futuro num emprego público, de como nossos pais ou pessoas mais velhas insistem nisso como se nos fosse a única saída plausível para um futuro seguro e de sucesso.

Para mim, que posso estar errado, hoje o que vale é o quanto você tem empregabilidade, o quanto você tem disposição e determinação para investir/gastar.
De certo que ser um servidor público tem suas vantagens. Isso é indiscutível.

Mas será mesmo que só a vida pós emprego público? Será que isso é a lei do menor esforço?

Tipo, vou me ferrar de estudar agora pra mais na frente poder ser um servidor de mim mesmo. Porque pra mim é isso que é o serviço público. Tudo institucionalizado, falido e cheio de gente que se acha o dono do mundo porque não pode ser demitido da noite pro dia.

Mas, mesmo assim, não sou contra os concurseiros, cada um faz o que acha melhor pra si. Quem sabe eu mesmo um dia não me aventuro a passar numa prova dessas? hehehe

Outra coisa que tem me feito pensar é a transição dos círculos de amizades...

Hoje tenho passado mais tempo com outros amigos, amigos tão bons quanto os outros. E, acho engraçado essas fases... Fazendo uma mal-comparação, me lembro que já me disseram aqui na rua que eu fui a única pessoa que conseguia transitar bem entre os dois grupos que tínhamos: futebol X rpg.

Sempre fui assim, na verdade acho quase todo mundo é. Temos épocas de ver mais umas pessoas, em outras épocas outras e assim vai seguindo. Acho isso legal, saudável.

Me serve até de gancho pra entrar em outro assunto: saudades.

Estou com saudades dos meus amigos, das pessoas com quem vinha saindo e me relacionando, de dormir na casa de uns, de ir pro motoclube com outros, Pub, barzinho...

Até das minhas aventuras "mulherescas" pela zona sul eu tô com saudades... risos.

Virando a maré, tenho passado tempos ótimos com meu filho, toda hora me pego pensando nele, lembrando da sua vozinha, das palavras, das brincadeiras, dele me chamando de "meu papaizão"...

Pois é, vamos retomar os textos porque a vida não para.

Uma ótima semana =)